
Larissa Lisboa é a mais nova artista que criou seu estúdio no marketplace da Estampa POP e conquistou sua primeira venda Acesse o estúdio de Larissa e veja mais sobre seus trabalhos, suas cores e tantas paixões, traduzidas em camisetas Unissex, canecas e squeezes de alumínio.
Feliz demais com a chegada de suas cores no primeiro marketplace do Nordeste que realmente valoriza o artista como ele merece. Mas antes se liga neste vídeo arte que eu produzi durante sessão de fotos com uma das estampas criadas pela artista, materializada na caneca
Sobre a artista

Confira bate-papo que fiz com o artista.

Poderia se apresentar ?
Sou Larissa Lisboa @larislisboa e @larefletida, nasci em Maceió-AL, cidade em que moro. Sou pesquisadora, parecerista, produtora cultural, social media, fotógrafa, realizadora audiovisual, colagista, idealizadora e gestora da comunidade fotográfica Diário Refletido, também gestora e co-idealizadora do Alagoar. Faço parte da equipe do podcast Fuxico de Cinema.
Entre as paixões que cultivo e compartilho está a de criar imagens refletidas. Devido à pandemia de Covid-19, iniciei uma nova fase do meu trabalho na qual fotografo colagens e desenhos meus, que podem ou não ter efeito de caleidoscópio.
Entre as paixões que cultivo e compartilho está a de criar imagens refletidas. Devido à pandemia de Covid-19, iniciei uma nova fase do meu trabalho na qual fotografo colagens e desenhos meus, que podem ou não ter efeito de caleidoscópio.
Idade, signo e mania (se tiver alguma que possa ser revelada)
36 anos, gêmeos, refletir imagens
Quando iniciou nas artes visuais ? Como iniciou e qual foi sua inspiração?
Comecei a mergulhar nas artes visuais através da fotografia, não senti que estava começando minha jornada nas artes, porque reproduzia a compreensão de minimizar as vivências amadoras, e dentro dessa lógica eu poderia invisibilizar boa parte da minha trajetória junto às artes, inclusive junto ao audiovisual.
Como uma pessoa branca privilegiada que teve boa parte da sua vida registrada em fotografia, naturalizei uma relação afetuosa com os registros fotográficos, e me habituei a carregar uma câmera analógica comigo desde o ensino fundamental.
Na fase adulta, tive acesso a câmeras fotográficas digitais e filmadoras emprestadas pela UFAL entre 2004 e 2007, quando cursei jornalismo. E contei também com a generosidade de Drailton Diniz que me emprestou a câmera fotográfica compacta dele em inúmeras oportunidades, até vir a ter a minha primeira câmera fotográfica em 2007.
Sou muito grata por ter tido Celso Brandão como professor na UFAL, tanto em fotografia quanto em audiovisual, e sem dúvida uma das minhas inspirações foi e é Celso. Em específico lembro dele ter me estimulado a procurar perceber o que me provocava a fotografar. Em 2011 suspeitei que fotografar reflexos era algo que me interessava, e em 2014 confirmei que era mesmo e passei a me dedicar a focar na minha relação com Maceió, com a água, superfícies refletidas (e caleidoscópios) enquanto fotógrafa e na minha construção como artista.
Criei a comunidade fotográfica Diário Refletido em 2014, espaço em que compartilhei frames do meu acervo de fotos refletidas até 2016 quando migrei o meu trabalho para La Refletida. Construi fotolivros para conhecidos, submeti algumas propostas para editais mas elas não foram aprovadas.
Quando não está criando que gosta de fazer?
Conversar e assistir séries.
Quais maiores desafios em um artista independente?
Para mim foi desafiador desconstruir algumas premissas que eu absorvi, criei ou me foram ensinadas, entre elas a de que eu só poderia ser uma artista se fosse bem sucedida, ou se construísse obras de alta qualidade e perfeitas.
Também precisei tirar a criação do lugar de hobby, assim como entender o quanto associar os cuidados comigo mesma e a prática da fotografia, e/ou mais recente a da colagem e da ilustração somavam para o meu amadurecimento e investimento pessoal.
Ainda preciso aprender que a minha opinião é a mais importante, e a desapegar da busca por curtidas.
Fora do meu viés pessoal, busco aprender também como os desafios estão intrinsecamente conectados com as questões sociais e étnicas, seja dentro ou fora do setor cultural, e o impacto provocado pela ausência de diversidade e incentivo. Ao observar por exemplo o que foi impulsionado através do recurso investido pelos editais da Aldir Blanc, inclusive diante da realização de editais inéditos e investimento em áreas da cultura que estavam invisibilizadas em Alagoas.
Tive o privilégio de ter uma proposta aprovada no edital Vera Arruda, o Webinário: Cultura e Cinema, através do qual foram realizadas sete ações formativas on-line, além de sete transmissões públicas. Tomando como exemplo, não teria conseguido dar a proporção que o Webinário teve se não fosse o recurso proveniente do edital. Com o recurso pude me remunerar e remunerar as 17 pessoas que colaboraram para a realização do Webinário.
Fazendo uma ressalva sobre o formato de editais, não tivemos acesso a informação de dados sobre as pessoas inscritas, nem mensuração de etnia, orientação sexual, identificação de gênero e localidade de origem das pessoas contempladas em Alagoas. Dados que somam para empoderar o diálogo sobre representatividade, diversidade e descentralização dos recursos federais, estaduais e municipais, e para que se possa buscar lutar para que a distribuição seja mais democrática.
A ausência de diversidade impacta em ver e ter ainda em 2022 como principais referências de sucesso nas artes homens brancos. Assim como em perceber que a presença de pessoas trans, negras ou indígenas ainda possa constar como exceção.
Em Alagoas, também é possível sentir a ausência de espaços artísticos para formação e fruição on-line e presencial/físico.
Como você pode inspirar pessoas com sua arte ?
Tenho dificuldade de lidar com as expectativas que crio de como a minha arte vai ser recebida pelas pessoas, porque já desejei muito receber feedback e ser escolhida. No entanto, confesso que não me preocupo em como meus trabalhos vão inspirar as pessoas. Talvez porque o meu processo é totalmente autocentrado, ou talvez porque como inspiração para mim é subjetiva, tendo a ver como uma troca de impulsão de energia.
Então para resumir, desejo que a minha arte chegue nas pessoas, que leve boas energias, mas se tiver algumas não tão boas, faz parte também, essencialmente que seja inspiração para que possamos persistir.
Qual teu sonho ?
Já sonhei muito em conseguir me sustentar através da minha arte, em ter recurso para fazer minha primeira exposição individual, em publicar meus livros de fotografia engavetados. Mas diria que no momento o meu maior sonho é que eu me permita seguir criando.
Tenho sonho também de poder contribuir para que mais pessoas tenham acesso a arte, possam se ver e viver como artistas.
Já que o presente é colaborativo, como ajudar o ecossistema criativo em Alagoas?
Vou levar essa pergunta comigo. Queria deixar aqui um agradecimento a Milla Pasan que me falou do Estampa Pop, assim como agradecer pela estrutura que estou podendo contar a partir da plataforma.
Acredito que podemos ajudar procurando conhecer e reconhecer o ecossistema criativo em Alagoas, podendo contar com iniciativas como esta, dialogando, entre outras maneiras que eu não vou dar conta de mencionar aqui sem me informar melhor.
Estou ansioso para próximo collab entre Larissa e Estampa POP na criação de peças incríveis.
Sua compra alimenta uma paixão.
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Até o próximo post.
Abs, Gustavo Boroni





